segunda-feira, 19 de junho de 2017

E agora, são apenas afetos?

Com ou sem alterações climáticas, estas coisas não são inevitáveis. Lá porque as matas ardem não têm que morrer pessoas. Ponto. Há, portanto, responsabilidades a apurar, políticas, de cidadania e técnicas. Não podemos ficar-nos pela união na dor e na solidariedade, pelo lamento, hipócrita ou sincero.
Mas não tenho esperança.  Quando vejo os governantes a autoelogiar-se e a dizer que se fez tudo o que era possível fazer, apenas consigo descortinar uma tentativa de limpar a própria imagem e de mudar de assunto. Não os creio, em absoluto, criminosos ou incompetentes. Apenas irresponsáveis e impotentes.


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