quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O que é feito de Seguro?

Vejo o país governado pelos comunistas irresponsáveis, à boleia de um povo analfabeto e de um «primeiro-ministro» apalhaçado e com uma dicção lamentável. E tenho que o dizer.
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Onde para António José Seguro?


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Escrever em legítima defesa


O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte dá uma entrevista ao Público (a Paulo Moura) que vale a pena ler. É de uma violência pouco habitual, disparando sobre a educação contemporânea, o Islão e a Igreja Católica, a mediocridade de alguns escritores e de muitos leitores, as vagas de turistas, a Europa decadente, o divórcio Portugal - Espanha... Um tratado, que mais parece uma sessão de desabafo no sofá de um psicanalista. Aguçou-me o apetite para ler o seu último romance (Homens Bons, editado pela ASA).
Deixo aqui dois ou três excertos mais grosseiros.

Os jovens, com as tecnologias…
A Internet é uma ferramenta estupenda, mas não hierarquiza a informação. O que eu ou Vargas Llosa ou Saramago possamos dizer, e o que um filho da puta analfabeto possa dizer estão ao mesmo nível. Não há diferença. Aliás, o que disser o filho da puta analfabeto terá mais repercussão, porque será mais violento.
Mas a literatura está em crise…
Eu não estou em crise.
Qual é a sua explicação para isso?
Às vezes pego num livro, e penso: este tipo, para que escreve ele? A quem importa saber que ele se levantou de manhã, que tem uma vida triste, que a mulher o deixou, que o seu filho é drogado, que se sente asfixiado pela vida… Para isso não vale a pena ler. Basta olhar em volta. O que eu quero é que me contem histórias interessantes, que me façam reflectir, pensar, sonhar. Que mudem a minha vida. Se quando terminar a leitura de um livro a minha vida não tiver mudado para melhor, ou é um mau livro ou eu sou um mau leitor. Um livro que não muda o olhar do leitor é uma merda de livro. E o mundo está cheio de merdas de livros que não mudam nada. São apenas fruto da vaidade onanista de autores que não têm nada para dizer.
As pessoas não lêem porque os livros não são interessantes?
Se tens um escritor que viveu, viajou, foi às guerras, fodeu mulheres, em África, na América, na Ásia, durante 20 anos. Teve medo, dormiu em quartos hotel onde lhe passavam baratas por cima, cagou sangue, teve amigos leais, conheceu assassinos e heróis, esse escritor tem coisas para contar. Mas quando um filho da puta que não fez mais nada do que beber copos num bar se atreve a escrever 500 páginas sobre a sua interessante personalidade, vá apanhar no cu!







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Chamem-me Mortágua.

Ingénuos ou demagogos? Afinal, o que são os comentadores que, nos últimos dias, se têm insurgido contra o alinhamento do PS com a extrema esquerda populista e radical, na questão do novo imposto sobre imobiliário?
Afinal, isto é a chamada situação win-win-win.
A extrema esquerda impõe o seu programa e leva-nos à situação que pretende - um país isolado, fora do euro e da Europa. No meio da confusão, ainda passa por justiceira e sobe nas sondagens.
Costa e o seu PS montam a onda e ficam bem colocados para as eleições que aí vêm. Já há jornalistas a falar em Robin dos Bosques...
E, pelo caminho, atingem-se os verdadeiros objetivos: ajudar os DDT, que são os que ganham mais - e é por isso que apoiam a geringonça. Com o congelamento das rendas e o novo imposto sobre o património imobiliário, os pequenos e médios proprietários vão vender os imóveis a fundos internacionais e sociedades (cujos gestores serão conhecidos advogados e políticos, em sinal de agradecimento), sediados em paraísos fiscais e beneficiários de isenções várias. E todos nós vamos deixar de poupar através de investimento em imóveis e preferiremos voltar aos produtos financeiros e depósitos que Costa & Costa nos garantirão ser seguríssimos, com isso fazendo a felicidade dos banqueiros amigos. Ou gastamos tudo em rebuçados, carros e vinho tinto, aumentando o consumo, a riqueza dos grandes grupos da distribuição e as receitas do IVA.

Parece-me tão simples que acho que me deviam chamar Mortágua.




domingo, 18 de setembro de 2016

Ontem, às dezanove e cinquenta e oito, o mundo acabou

Ontem, às dezanove horas e cinquenta e oito minutos, o mundo acabou. Foi ali, mesmo em cima do Terminal de Cruzeiros de Leixões. Os pássaros do Apocalipse não faltaram.


Ser ou não ser Charlie.

Fonte: El Corte Inglés

Afinal, a liberdade de expressão, em Portugal, é um direito pouco universal. Nada que não soubéssemos. Por exemplo, o arquiteto e jornalista de opiniões asquerosas e estilo literário abaixo de cão, que sempre evitei ler, não é elegível para a aplicação desse princípio. Com José António Saraiva, ninguém é Charlie.

Claro que Saraiva tem dois problemas. Um deles é que convidou o amigo Passos Coelho para apresentar o livro - Passos, o porco austeritário, e não um professor universitário lisboeta ou um humorista da moda. O outro é que mexe com um dos medos dos políticos e jornalistas da corte - não se importam que toda a gente saiba que são uns paneleiros, mas receiam que alguém revele que são homossexuais.

Eu não vou, claro, ler o livro. A imprensa, onde se multiplicam as condenações do autor, não deixará, em artigos e colunas de opinião, de nos revelar o essencial - quem são, afinal, os políticos tarados sexuais?

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