quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Isto sim, é ter uns colhões do tamanho do Evereste!

Uma coisa é pensá-lo e desejá-lo. Outra é escrevê-lo assim, com a certeza de um omnisciente. É mesmo preciso tê-los no sítio. A senilidade, como a imbecilidade, tem destas coisas. Pelas palavras deste profeta quase diríamos que entende muito de futebol e que tem uma coluna - o que é verdade, embora não seja vertebral, mas sim n'A Bosta, o tal jornal que ensinou milhões de portugueses a ler. 

(Surripiei o recorte do blogue Sou Portista com muito Orgulho, que está de férias, mas atento).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A bandeira nacional

Não é assim, mas devia ser. Fica a sugestão.



É disto que é feito Portugal

Ontem à tarde, a serra do Marão estava a arder. À volta, a Freguesia de C. que os F. lançava foguetes, alegrando a Romaria de Nossa Senhora da P. que os P.
(Foguetes é aquela coisa que se atira para o ar, a arder, no meio do restolho e do mato seco, mesmo quando a temperatura está bem acima dos trinta graus centígrados).
O Povo costuma gostar muito do fsssshhhhhcccchhhh-pum-pum-ratatá! E, claro está, o senhor presidente da Junta e o senhor Pároco de C. que os F., a Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora da P. que os P. e o senhor presidente da Câmara Municipal da C. da Mãe Dele (desejosos, talvez, de tomar posse municipal das serras ardidas, conforme prometeu a senhora ministra desta M. toda), fazem a vontade ao Povo e a Deus Nosso Senhor, mais as suas muitas Mães.
Para as culpas, os tabloides lá hão de encontrar um madeireiro bêbedo ou uma multinacional do papel.

É disto que é feito Portugal.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

De uma vez por todas: a fase Charlie

Estou em França, cujo sul está a arder, e sou bombardeado com declarações estúpidas, e sempre definitivas, de gente da rua, de jornalistas e de políticos sobre as causas e as soluções para o "fenómeno".
Acompanho também o que se passa em Portugal, o país que num dia é mediterrânico e no dia seguinte se pretende boreal. Nesse território árido, sem condições geográficas, climáticas ou de povoamento para ter a floresta que "quer" ter, a reação é ainda mais histérica.
Mas não entremos em pânico. Temos um governo que sabe as causas (os "interesses" por detrás da "indústria do fogo") e tem as soluções (um "grupo de trabalho"). Talvez por isso, a Proteção Civil, os bombeiros e o Professor Marcelo chamam a esta fase do combate aos incêndios a "fase Charlie". Charlie Hebdo ou Charlie Brown, eis a minha dúvida.



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PS: Ao "grupo de trabalho" recomendo a leitura de "Quando os lobos uivam", de Aquilino Ribeiro, para recordarem como se impôs, pela força, esta floresta de pinheiros - e, logo a seguir, de eucaliptos - que, agora, muitos pretendem ser "natural" ou "uma riqueza". Foi ideia dos governos de então.


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