segunda-feira, 22 de maio de 2017

Mad Med

É uma notícia bombástica da SIC.
M&M: O ENCONTRO DE MADDONA E MEDINA NO RITZ 
O autarca de Lisboa foi dar as “boas vindas” à cantora norte americana. Madonna agradeceu. Será que é desta que se muda para Lisboa? 
Não foi propriamente uma reunião mas antes um “encontro de cortesia”. Fontes contactadas pela SIC explicam que a conversa entre Fernando Medina, o presidente da Câmara de Lisboa, e a estrela mundial da pop serviu sobretudo para o autarca lisboeta deixar o “welcome” português a Madonna.
O encontro aconteceu na semana passada, mais precisamente na quinta-feira. Se fosse no edifício da Câmara dava “muito nas vistas”, refere fonte à SIC.
Comovido com este gesto, só comparável às homenagens socialistas ao Papa e ao Salvador, registo o recatado "dava muito nas vistas". Malditos jornalistas, que vieram revelar o que o senhor autarca tanto trabalho teve em tornar discreto... De qualquer forma, insatisfeito com o M&M, que lembra fast food açucarada, homenageio aqui o "meu" autarca, o ser híbrido que resultou do "nosso" "welcome" comum. Senhoras e senhores, eis Medina Louise Ciccone, o Mad Med da política local portuguesa!






Rich Buckler

Falei aqui tantas vezes de Deathlok, uma das BD da minha vida, que não posso deixar de assinalar a morte do seu criador gráfico, Rich Buckler, na passada sexta-feira. Tinha 68 anos.
Deixo, em sua homenagem, duas bem-humoradas páginas, escritas por Dong Moench (o argumentista de Deathlok) e desenhadas por Mike Esposito e George Pérez, que contam a noite épica em que Deathlok foi criado. Buckler era o loiro.



Li esta história no mesmo número do Mundo de Aventuras que nos trazia a primeira aparição do ciborgue em Portugal. Aqui ficam a capa da revista e a primeira página dessa história.




Nota: foi tudo diretamente digitalizado do meu baú de preciosidades. Cuidado ao manusear!



domingo, 21 de maio de 2017

Senhor Nuno, saia!

Deixo o mau feitio à solta para dizer NÃO ao senhor Nuno, o treinador (como já disse BASTA ao senhor Nuno, o presidente).
Senhor Nuno E. Santo, saia!
Para terminar a época com os mínimos bastava que o FC Porto garantisse o melhor ataque do campeonato: só precisava de ter marcado dois golos a um dos últimos classificados. Ou ter a melhor defesa: bastava não sofrer mais de dois golos. Com uma equipa que estava em risco de descer de divisão, repito.
O senhor Nuno e os jogadores conseguiram a proeza de humilhar ainda mais o clube e os adeptos, sofrendo três golos e marcando apenas um. Isto é de quem não entendeu nada. Olhos nos olhos? Estar no topo? Que lata!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Já somos campeões de Inglaterra

Para que conste (e, neste novo Portugal dos beijinhos, lisboeta e quase fascista, constará pouco), aqui fica a notícia. Já tínhamos dois "tetras", e até temos um "penta". Já fomos duas vezes campeões europeus e duas vezes campeões do mundo. Agora também somos campeões de Inglaterra, a pátria do futebol. Estes são os verdadeiros Magriços...




(O senhor Nuno Santo devia fazer um estágio na equipa B antes de pegar no Ferrari, não devia?)

Velhos dilemas, novas políticas

Volto ao livro "Grande Sertão: Veredas", de José Guimarães Rosa, que, em 1956, adivinhava o grande debate da política portuguesa da atualidade: o diabo vem ou não vem?

Grande Sertão: Veredas.
Publicação fac-similada da primeira edição no Brasil (A Bela e o Monstro Edições, 2014. Livraria José Olympio Editora, 1956).
Imagino António Costa com este dilema na sua cabeça...

Os meninos estão gordos

A lógica desta conclusão do Diário de Notícias escapa-me. É que, olhando para o top 5 dos países com mais putos gordos, há ali um mar em comum. Aliás, em rigor, só um (Portugal) é que não é mediterrânico. Ou seja: se a dieta mediterrânica fosse assim tão "saudável" não deviam estar ali os anglo-saxofónicos e outros nórdicos e teutões?


terça-feira, 16 de maio de 2017

O diabo na rua, no meio do redemunho...

Hoje de manhã dei por mim a escolher, para leitura de pequeno-almoço dos próximos meses (longos meses...), o romance de João Guimarães Rosa "Grande Sertão: Veredas", que nos recebe com a frase que dá título a esta posta. Ora, não pude deixar de contrastar isto com o embasbacamento que toda a imprensa matinal dedicava ao nosso primeiro-ministro, aquele que, afinal, nos traz o Paraíso.
Ocorreu-me depois, já na rua, que este Paraíso, de tão deslumbrante, mete medo. Como nos contou Goethe, Mefistófeles, também ele o diabo, prometia exatamente o mesmo ao desconfiado Fausto, enquanto lhe comprava a alma:

MEFISTÓFELES
Então já pode
no pacto conchavar-se. O que eu lhe afirmo
é que estes dias que passarmos juntos
lhe hão de por minhas artes dar tais gostos
quais os não teve alguém.
FAUSTO
Pobre diabo,
que hás de tu dar-me? O espírito de um homem
como eu sou, foi jamais compreensível
aos da tua relé? Tens iguarias
que não matam a fome; oiro que fulge,
mas que igual ao mercúrio, escapa aos dedos;
jogo em que é certa a perda; uma beldade
que até nos braços meus soltando arrulhos,
já está piscando o olho ao meu vizinho;
pompas de glória, um fumo!
O que eu preciso,
se o tens, são frutos a pender de copa
sempre frondosa, e que antes de apanhados
não tenham já por dentro o podre e os vermes.
MEFISTÓFELES
Bem; tudo isso há de ter; conte comigo
Desde agora, amiguinho, à rédea solta.
Folgar e mais folgar! Leva de escrúpulos!
Tudo quanto bem sabe, é permitido.